Cefaleia ou dor de cabeça: conheça seus tipos e tratamentos

Com o passar dos anos, é normal que já tenhamos sentido diferentes desconfortos na região da cabeça, alguns mais comuns que outros. Isso acontece porque a cefaleia, nome técnico dado para a dor de cabeça, não se restringe a um só tipo ou causa. Na verdade, ela é classificada em duas categorias e, a partir destas, é possível identificar causas e sintomas e direcionar o melhor tratamento. 

Cefaleia do tipo “primária”

A cefaleia primária indica tanto a enfermidade quanto o sintoma, ou seja, não é causada por outra doença. Ainda nessa categoria, existem inúmeros tipos, sendo os mais comuns:

  • Cefaleia de tensão: também chamada de cefaleia tensional, é o tipo mais comum de dor de cabeça e acontece devido à contração da musculatura cervical (ao redor do pescoço) e da musculatura ao redor do crânio, podendo ser aguda ou crônica. Seus sintomas se apresentam, geralmente, como uma dor bilateral, com sensação de peso ou aperto, de intensidade leve ou moderada, que se manifesta na testa, na nuca ou na parte de cima da cabeça. Apesar de a duração das crises variar bastante, em geral não impede que a pessoa continue realizando suas atividades. Entre suas causas estão: estresse, ansiedade e má postura.
  • Cefaleia em salvas: é um tipo menos comum e mais doloroso. Além de muito forte, a dor é pulsátil, concentra-se somente de um lado da cabeça, na região temporofrontal, na face e na órbita ou no fundo de um dos olhos. Além de outros sintomas, como: queda da pálpebra, congestão ocular (olho vermelho e lacrimejante), obstrução nasal e coriza. As crises tendem a acontecer durante a noite e podem se repetir por dias ou meses, geralmente em agrupamentos diários (de uma a oito por dia). Pode desaparecer tão de repente como surgiu. Sua causa exata ainda é incerta, mas alguns estudos sugerem a relação com alterações no hipotálamo, região no cérebro responsável por regular o relógio biológico, e com a apneia do sono.
  • Enxaquecas: também chamada de migrânea, é um distúrbio neurovascular crônico, multifatorial e incapacitante, ou seja, durante uma crise, a pessoa não consegue realizar suas atividades cotidianas. A dor se apresenta de forma unilateral e latejante, de intensidade média ou forte, que pode ser precedida pelo embaçamento da visão ou aparecimento de pontos luminosos, manchas ou linhas em zigue-zague (aura premonitória). Além de outros sintomas, como: náuseas, vômitos, sensibilidade à luz (fotofobia), aos sons (fonofobia), aos movimentos e irritabilidade.

Cefaleia do tipo “secundária”

A cefaleia secundária é uma complicação oriunda de outras doenças, que podem ser inúmeras; alguns exemplos são:

  • Sinusite;
  • Aneurisma cerebral;
  • AVC;
  • Tumor no cérebro;
  • Infecção no ouvido;
  • Glaucoma;
  • Desidratação;
  • Ressaca alcoólica;
  • Pressão alta;
  • Meningite;
  • Crises de síndrome do pânico;
  • Neuralgia do trigêmeo;
  • Toxoplasmose.

Fora esses casos, o uso exagerado de analgésicos, utilizados para tratamento da dor, pode causar a cefaleia secundária.

Tratamentos

Em geral, episódios isolados de dores de cabeça são tratados em casa, com o uso de analgésicos. Em casos mais graves ou repetitivos, o diagnóstico do tipo de cefaleia começa pelo levantamento do histórico do paciente e pelo exame clínico e neurológico com o intuito de determinar a causa e as características da dor.

Na ocorrência de cefaleias secundárias, o tratamento se voltará para a doença que originou o sintoma. No caso das primárias, existem especificidades. 

O tratamento da cefaleia em salvas, por exemplo, visa prevenir novas crises e cortar rapidamente a dor. Esse tipo específico só responde a medicamentos que agem diretamente sobre os receptores da serotonina e o efeito é bastante rápido quando injetado por via subcutânea. A inalação de oxigênio é outro recurso terapêutico útil para o controle da dor.

Já quanto à enxaqueca, quando não for possível controlar as crises com analgésicos comuns, existe uma classe de drogas chamada triptanos, que apresenta bons resultados no controle da dor e baixa incidência de efeitos colaterais. Quanto mais cedo for iniciado, mais eficaz o tratamento será.

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